CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Enchido tradicional, fumado, à base de carne (lombo e lombinho) de porco de raça bísara, ou do cruzamento desta raça (desde que 50% de sangue Bísaro), cheio em tripa grossa de porco. As carnes, cortadas em cubos, são condimentadas com sal, alho, vinho tinto ou branco da região, colorau doce e/ou picante e louro. Cilíndrico, de forma recta e cor avermelhada escura. Ao corte apresenta cor vermelha viva, de tonalidade não homogénea, e a massa apresenta-se bem ligada. Sabor agradável, muito característico, sensação de sal muito ténue e aroma agradável ligeiramente fumado.
Este produto é conhecido por pão de ló de Margaride ou por pão leve de Margaride ou por rosca de Margaride. É um bolo tradicional, de textura muito suave, feito apenas com ovos frescos (gemas), açúcar, farinha e sal marinho. Depois de muito bem batida a massa é colocada em formas de barro, forradas com papel almaço e vai a cozer em forno a lenha. Tem forma redonda com um orifício e a superfície exterior superior tem um abaulamento característico. O seu interior apresenta uma cor amarelo ouro e o seu exterior uma tonalidade acastanhada. O nome pão leve decorre do facto de o pão de ló ser mais leve, proporcionalmente, do que o pão comum. O nome “rosca” deve ser proveniente do facto de em tempos anteriores os produtores de pão de ló serem, também, produtores de pão em forma de regueifa ou rosca.
Mel de cor amarela escura, produzido pela abelha Apis mellifera (sp. Iberica) com nível de cristalização normal, com uma composição variada em pólen da flora da região (Alfazema, Cistus, Compositae entre 14 % e 19 % cada, Soagem entre 14 % e 18%, Urze 12% e Eucalipto, Citrus e Prunus entre 10 % e 12% cada). É particularmente rico em sais minerais.
Mel produzido pela abelha Apis melífera (sp. Iberica), a partir do néctar das flores da flora característica da região do Alentejo. A cristalização é fina e compacta e tanto o cheiro e o sabor como a cor (amarelo transparente até ambarino) variam consoante a respectiva composição polínica. O mel do Alentejo DOP é classificado como: - Mel de rosmaninho: pólen predominante de Lavanda stoechas L. (> 13%) - de cor clara, indo do quase transparente até ao âmbar claro, de aroma e paladar finíssimos e leves; - Mel de soagem: pólen predominante de Echium spp. (> 40%), com grande tendência para cristalizar, devido à relação frutose/glucose. No estado líquido a cor varia de âmbar claro a âmbar. A cristalização é compacta, fina e esbranquiçada ou amarelada. O aroma e o paladar são suaves; - Mel de eucalipto: pólen predominante de Eucaliptus spp. (> 40%), de cor âmbar, de paladar pronunciado e forte, característico dos eucaliptais; - Mel de laranjeira: pólen predominante de Citrus spp. (> 15%), de cor clara, paladar delicado e aroma característico das fragrâncias dos laranjais; - Mel multifloral: mel proveniente de néctar produzido por espécies existentes nas pastagens naturais, zonas de pousio sem predominância de nenhuma espécie. Contudo, terá sempre uma das seguintes plantas (> 5%): Esteva, Sargaço, Rosmaninho, Soagem, Eucalipto, Cardo, Tomilho, Laranjeira e Alecrim. A cor varia entre o âmbar claro e o âmbar escuro, e o aroma e o paladar são ricos, perfumados e profundos.
Enchido tradicional à base de carne gorda e sangue de porco e condimentado com azeite, vinho, cominhos salsa e sal. Tem forma de ferradura, sem saliências, e apresenta cor negra acastanhada e consistência firme. Ao corte apresenta uma massa heterogénea, de aspecto grumoso e bem ligada, com invólucro (constituído por tripa fina de porco) sem roturas e aderente à massa.
O vinagre apresenta uma cor amarelo forte, aspecto límpido com pistilos de açafrão em infusão. Tem um aroma complexo com notas ácidas a açafrão. Ao paladar denota-se um sabor agridoce com notas agradáveis a mel e açafrão.
Bombons de fabrico totalmente artesanal. As “cápsulas” de chocolate, preparadas a partir de puro chocolate belga (considerado um dos melhores do mundo), são quadradas e cheias com um recheio elaborado com laranjas nacionais frescas.
Pequenos bolos de forma redonda ligeiramente achatada, com cerca de 30g, que vão ao forno antes de serem cobertos com uma calda de açúcar. Confecionadas apenas com amêndoa, açúcar, um pouco de farinha e água apresentam cor castanha no interior e castanha escura no exterior com o branco do açúcar em calda por cima. Apresenta textura dura ao toque mas macia no interior.
Carne muito saborosa e suculenta, de consistência firme e ligeiramente húmida, obtida a partir de animais da Raça Mirandesa criados no seu solar de origem. A cor vai de rosa clara a vermelha clara, com gordura branca homogeneamente distribuída, com distribuição intramuscular moderada no novilho. O músculo é de grão fino, com consistência firme e ligeiramente húmida. Provém de Bovinos da raça Mirandesa que possuem grande corpulência, com uma cor castanha que vai escurecendo para as extremidades. Na cabeça destaca-se a marrafa saliente e coberta com um tufo de pêlos alourados. Têm particular reputação duas peças integrantes destas carcaças e que estão protegidas pela Denominação de Origem: a Posta e o Rodião, que só podem designar-se como “Mirandeses” se cumpridas todas as regras e imposições legais.
A azeitona verde, carnuda, é tratada pelo sal durante vários meses, ficando com um aspecto enrugado (desidratada) e escuro. Apresenta-se em potes de barro, cortiços de abelhas ou canastras de vime.