CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
O pão de Ul/pada de Ul é um pão de trigo tradicional obtido manualmente por união de dois pequenos pedaços de massa arredondados. A pada é feita da união de dois pequenos pedaços de massa, arredondados e quando se juntam duas padas, em forma de quadrado grosseiro, diz-se que se formou uma "carreira". Este é um pão bem cozido, de cor homogénea, com pouco sal e ausência de cores, aromas e sabores desagradáveis. Apresenta uma côdea ligeiramente dura e pouco crocante, um miolo macio e pouco elástico com alvéolos de tamanho médio. Todo o processo é efectuado de forma tradicional ou de base tradicional, sendo as padas cozidas em fornos de lenha.
Cor de café escuro e cristalino, rico, aroma a café fresco, chocolate e baunilha, gosto de café torrado com notas de chocolate, acabamento suave e seco. Este licor tem tendência a acentuar o seu sabor com a idade. Todo o processo de produção é verdadeiramente artesanal. Teor alcoólico: 20%.
Vinagre natural, intenso, fresco e aromático, produzido a partir de vinhos sãos que são colocados em barricas de madeira durante cerca de 10 anos, para que o alcool se transforme em ácido acético. Possui uma acidez extraordinária:10º .
Carne particularmente suculenta, tenra e fina, proveniente da desmancha de carcaças de bovinos da raça Barrosã, inscritos no Registo Zootécnico ou no Livro Genealógico da Raça Barrosã. Dependendo da idade e peso ao abate a carne distingue-se em: "Carne de Vitela" - carcaça de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses, com peso compreendido entre 70 e 130 kg – carne rosada a vermelha clara e gordura branca a branco-sujo; "Carne de Novilho" - carcaça de animais cujas idades variam entre 9 e 36 meses, com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha clara e gordura branca a cremosa; “Carne de Vaca” - carcaça de animais abatidos entre os três e quatro anos de idade e com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha escura e gordura branco-suja.
Os ovos moles de Aveiro têm um aroma complexo (o aroma a gema de ovo evolui para um cheiro característico do qual fazem parte aromas tão diversificados como caramelo, canela e frutos secos, resultante das reacções químicas que ocorrem durante o cozimento entre o açúcar e os compostos existentes na gema do ovo ). O seu sabor é doce, encontrando-se os sabores a gema de ovo e a açúcar modulados pelo cozimento. A textura do recheio é uniforme, sem grânulos de açúcar ou de gema de ovo, no entanto poderão surgir pequenos grânulos de açúcar após alguns dias do fabrico devido à cristalização do produto. O seu interior é cremoso e consistente. O seu exterior é constituído por hóstia apresentando esta uma cor branca homogénea, baça, sem aroma ou com um leve odor a farinha. Tem uma textura seca e lisa com consistência plástica e quebradiça.
Este vinagre aromatizado foi produzido através da maceração de ingredientes naturais em Vinagre de Sidra, posteriormente envelhecido em cascos de carvalho francês de 225 e 350 Litros. A Hortelã Pimenta, nomeadamente as suas folhas e caule, foram introduzidas no momento da acetificação do Vinagre de Sidra. Teve um processo de envelhecimento nas barricas de carvalho francês durante 7 anos. Esta maceração é essencial para que o vinagre ganhe o aroma fresco e característicos desta espécie da menta. Este produto foi elaborado a partir de matérias-primas sem adição de produtos fitofarmacêuticos. Todos os produtos foram colhidos manualmente e durante a sua época natural de maturação. Durante o engarrafamento, não houve qualquer processo de filtração, sendo apenas utilizado a decantação natural. Assim sendo, o vinagre poderá conter algum depósito e não estar completamente límpido.
Licor artesanal, produzido com ginjas de produção própria - provenientes da Casa de Encosturas - álcool (para não retirar o sabor da fruta) e açúcar. Apresenta aspecto translúcido, brilhante e sabor e aroma bastante acentuados. Teor alcoólico: 21%.
Produto tradicional da Região Autónoma da Madeira obtido a partir da amassadura de farinha de trigo, batata-doce (Ipomoea batatas L.), fermento de padeiro e/ou “massa lêveda”, água e sal e cozido em forno de lenha. Tem formato arredondado podendo, no caso particular da zona de São Vicente, apresentar a forma de trança ou rosca, detendo o nome de «rosquilha». Apresenta uma cor heterogénea, variando com a zona de produção e/ou produtor, mas sempre na paleta dos castanhos, podendo apresentar manchas brancas de salpicado da farinha, crosta mais ou menos espessa e bem aderente ao miolo, sendo, em geral, a textura interna constituída por um miolo denso, com alvéolos irregulares, elástico e macio no paladar e cor de creme a amarelo “sujo”, consoante a proporção de batata-doce que integra a massa. A batata-doce imprime à massa do produto características sápidas e de aroma inconfundíveis.
Broa de mel e noz que se apresenta achatada e com cor tostada. Sentem-se frutos secos e as ervas aromáticas. Na sua textura as broas apresentam alguma humidade.
Carne muito saborosa e suculenta, de consistência firme e ligeiramente húmida, obtida a partir de animais da Raça Mirandesa criados no seu solar de origem. A cor vai de rosa clara a vermelha clara, com gordura branca homogeneamente distribuída, com distribuição intramuscular moderada no novilho. O músculo é de grão fino, com consistência firme e ligeiramente húmida. Provém de Bovinos da raça Mirandesa que possuem grande corpulência, com uma cor castanha que vai escurecendo para as extremidades. Na cabeça destaca-se a marrafa saliente e coberta com um tufo de pêlos alourados. Têm particular reputação duas peças integrantes destas carcaças e que estão protegidas pela Denominação de Origem: a Posta e o Rodião, que só podem designar-se como “Mirandeses” se cumpridas todas as regras e imposições legais.