CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Pequenos bolos de forma redonda ligeiramente achatada, com cerca de 30g, que vão ao forno antes de serem cobertos com uma calda de açúcar. Confecionadas apenas com amêndoa, açúcar, um pouco de farinha e água apresentam cor castanha no interior e castanha escura no exterior com o branco do açúcar em calda por cima. Apresenta textura dura ao toque mas macia no interior.
Como o seu nome indica, são uns doces pequenos em forma de castanha, feitos à base de gemas de ovos muito frescos e açúcar em ponto, seguindo o modo de confecção tradicional. Apresentam uma textura uniforme, sem grânulos de açúcar ou de gema de ovos, brilho uniforme e aroma complexo a gema de ovo evoluindo para um cheiro característico do qual fazem parte aromas diversos resultante das reações químicas que ocorrem durante o cozimento entre o açúcar e os compostos existentes na gema do ovo.
Pequena maçã de Outono obtida a partir da cultivar Bravo derivada da Malus Domestica Bockh, apresentando uma conservação prolongada e sendo particularmente perfumada e sumarenta. Tem uma forma oblongo-cónica, com diâmetro equatorial de cerca de 5 cm, casca esbranquiçada, por vezes com manchas avermelhadas, manchada ou raiada, com carepa na fossa peduncular, de polpa branca, macia, sumarenta e doce. Aroma intenso e agradável.
O Vinagre apresenta uma cor amarelo claro. Este é límpido, com flores de Sabugueiro em infusão e o aroma é complexo com notas ácidas a flores de sabugueiro e mel. Ao paladar é agridoce com notas agradáveis a mel e flor de sabugueiro.
Azeite com excelentes características que o qualificam como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. É obtido de azeitonas com elevada percentagem da variedade Galega, para a sub-região A e de variedades Galega e Lentisca, para a sub-região B.
Doce de fruta, extra, obtido exclusivamente da cozedura do mesocarpo do marmelo com açúcar de cana, branco, refinado e água. Possui consistência sólida, mas não dura, podendo ser cortada à faca, brilho intenso, sabor doce, a marmelo e a açúcar modulados pelo cozimento, e aroma complexo e característico a marmelo, evoluindo para aromas tão diversificados como caramelo, mel, frutos do pomar e flores campestres, resultantes das reacções químicas que ocorrem durante a cozedura da polpa de marmelo na calda de açúcar.
Bolo tradicional de forma redonda, preparado com camadas de massa - normalmente usam-se 3 camadas -em forma de discos, feitas à base de claras batidas em castelo, açúcar amarelo, mel de urze, noz nacional moída (em “farinha”) e amido de milho, intercaladas com camadas de ovos moles de Aveiro. Tem textura macia e ao mesmo tempo crocante, devido à noz, destacando-se o sabor a ovo, noz e mel.
Enchido tradicional, fumado, à base de carne (lombo, lombinho, cachaço, entremeada, aparas) e gordura de porco*, condimentado com sal, alho, vinho tinto ou branco da região, colorau doce e/ou picante e louro, cheio em tripa delgada de porco ou vaca. Tem forma de ferradura, cilíndrico, cor avermelhada escura e consistência semi-rija a rija. Ao corte apresenta cor vermelha viva e branca, com diversas tonalidades, não homogéneas e a massa apresenta-se bem ligada. Sabor agradável, muito característico. * NOTA: em todos os produtos por porco deve entender-se “porco da raça Bísara ou produto de cruzamento desta raça, (desde que 50% de sangue Bísaro)”
Pão de mistura elaborado através de um processo de fabrico específico da região, sendo determinante o uso da farinha obtida dos milhos brancos lisos, do tipo “flint”, maioritariamente de origem regional, em que se incluem as variedades locais Pigarro, Verdial de Aperrela e Verdial de Cete. À farinha de milho é, ainda, adicionada farinha de centeio de origem regional podendo, na sua ausência, ser usada farinha de trigo.
Mel produzido pela abelha negra Apis mellifera mellifera (sp. Iberica) - considerada por alguns investigadores como sub raça da Apis mellifera iberica - na região montanhosa do Barroso, a partir da flora característica. Tem cor escura (> a 8 na escala de Pfund), cheiro e sabor reveladores da flora melífera regional, com forte predominância de ericáceas. Ao mel que possua um teor de pólen de ericáceas superior a 35 % poderá ser atribuída a designação de “Mel de Urze” ou “Mel de Queiró”.