CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Vinagre natural, intenso, fresco e aromático, produzido a partir de vinhos sãos que são colocados em barricas de madeira durante cerca de 10 anos, para que o alcool se transforme em ácido acético. Possui uma acidez extraordinária:10º .
Os ovos moles de Aveiro têm um aroma complexo (o aroma a gema de ovo evolui para um cheiro característico do qual fazem parte aromas tão diversificados como caramelo, canela e frutos secos, resultante das reacções químicas que ocorrem durante o cozimento entre o açúcar e os compostos existentes na gema do ovo ). O seu sabor é doce, encontrando-se os sabores a gema de ovo e a açúcar modulados pelo cozimento. A textura do recheio é uniforme, sem grânulos de açúcar ou de gema de ovo, no entanto poderão surgir pequenos grânulos de açúcar após alguns dias do fabrico devido à cristalização do produto. O seu interior é cremoso e consistente. O seu exterior é constituído por hóstia apresentando esta uma cor branca homogénea, baça, sem aroma ou com um leve odor a farinha. Tem uma textura seca e lisa com consistência plástica e quebradiça.
Figo produzido em pomares estremes ou em árvores dispersas, mas sempre em sequeiro, sem recurso a tratamentos fitossanitários. São secos ao sol. Dadas as condições edafo-climáticas da região, os figos têm teor elevado de açúcar e pesam cerca de 10g/cada.
4 Peras Rocha de calibre 45 (mais pequenas e mais doces) envolvidas numa calda de vinho tinto com açúcar e especiarias e apresentadas dentro de um frasco de vidro. O seu aroma é frutado com notas de especiarias. O seu sabor é rico, deixando na boca uma sensação quente e robusta devido à envolvência da pera com o vinho e as especiarias.
Licor elaborado a partir de Rum da Madeira, fabricado num muito antigo Engenho da Calheta e de ervas aromáticas provenientes da Quinta Pedagógica dos Prazeres. As ervas aromáticas são cultivadas na Quinta Pedagógica dos Prazeres, de forma natural, sem utilização de agro-químicos. Tendo como únicos ingredientes Rum da Madeira, ervas aromáticas e açúcar, este licor tem alto teor alcoólico, cor ambarina, aroma floral com um toque de caramelo e sabor adocicado e aromático, com final de boca prolongado.
O arroz de pica no Chão de Vila Verde (ou arroz de cabidela, como também é conhecido) é constituído basicamente por arroz carolino e por frango caseiro ou do campo, alimentado a milho e verduras, em espaço livre, podendo “picar” no chão. Apresenta-se sob a forma de arroz caldoso, escuro e aveludado, decorrente do uso do sangue da ave (cabidela). Paladar forte com aroma avinagrado e amaciado pela salsa. O arroz que se utiliza é o carolino e como gordura, um pouco de azeite. O frango apresenta-se misturado com o arroz em peças com pele e osso. A guarnição é simples, com raminho de salsa.
O “canoco de Ul” é um pão de trigo tradicional, produzido com farinha de trigo tipo 80 (sêmea e rolão de trigo), com a forma ovalada, de base plana, por vezes com chanfro na côdea macia e miolo macio e firme com alvéolos de tamanho pequeno. Todo o processo é efectuado de forma tradicional, sendo os canocos cozidos em fornos de lenha.
Enchido tradicional à base de carne gorda e sangue de porco e condimentado com azeite, vinho, cominhos salsa e sal. Tem forma de ferradura, sem saliências, e apresenta cor negra acastanhada e consistência firme. Ao corte apresenta uma massa heterogénea, de aspecto grumoso e bem ligada, com invólucro (constituído por tripa fina de porco) sem roturas e aderente à massa.
Queijo curado, de leite cru, de ovelha e cabra, com crosta de cor branca a amarelo palha uniforme, lisa, seca ou ligeiramente untuosa e de pasta semi-dura a dura, sem olhos ou com olhos muito pequenos e irregulares com humidade entre 52 a 60% e conteúdo de matéria gorda de 45%. A massa tem cor branca mate e textura firme. Apresenta-se com uma forma cilíndrica, sendo o diâmetro de 10 a 12 cm e a altura de 3,3 a 4,2 cm. O peso varia de 300 a 500 g.
Este produto é conhecido por pão de ló de Margaride ou por pão leve de Margaride ou por rosca de Margaride. É um bolo tradicional, de textura muito suave, feito apenas com ovos frescos (gemas), açúcar, farinha e sal marinho. Depois de muito bem batida a massa é colocada em formas de barro, forradas com papel almaço e vai a cozer em forno a lenha. Tem forma redonda com um orifício e a superfície exterior superior tem um abaulamento característico. O seu interior apresenta uma cor amarelo ouro e o seu exterior uma tonalidade acastanhada. O nome pão leve decorre do facto de o pão de ló ser mais leve, proporcionalmente, do que o pão comum. O nome “rosca” deve ser proveniente do facto de em tempos anteriores os produtores de pão de ló serem, também, produtores de pão em forma de regueifa ou rosca.