CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Produto tradicional fumado constituído pela cabeça de porco*, com um período de salga de 15-30 dias e de fumagem e secagem de 20-30 dias. Tem cor castanha clara e a forma da cabeça inteira de porco (com ossos) cortada longitudinalmente pela parte inferior e espalmada ou metade da cabeça de porco, cortada no sentido longitudinal e espalmada. Sabor intenso a fumo e muito salgada. * Em todos os produtos por porco deve entender-se “porco da raça Bísara ou produto de cruzamento desta raça, (desde que 50% de sangue Bísaro)”
Mel crú, de origem silvestre - produzido pela abelha local - apis melífera (sp ibérica), a partir da mistura de néctares de várias espécies de flores resultantes da flora apícola da região (multifloral) - enriquecido com gengibre e limão. De sabor suave, mas marcante pela presença do gengibre e do limão, apresenta uma consistência densa, um tom ambrado e um aroma floral mas, também ele, marcado pelo gengibre e pelo limão.
Licor elaborado a partir de Rum da Madeira, fabricado num muito antigo Engenho da Calheta e de ervas aromáticas provenientes da Quinta Pedagógica dos Prazeres. As ervas aromáticas são cultivadas na Quinta Pedagógica dos Prazeres, de forma natural, sem utilização de agro-químicos. Tendo como únicos ingredientes Rum da Madeira, ervas aromáticas e açúcar, este licor tem alto teor alcoólico, cor ambarina, aroma floral com um toque de caramelo e sabor adocicado e aromático, com final de boca prolongado.
Um Chocolate de Origem é feito com favas de cacau que cresceram num país ou região específicos e que, por isso mesmo, têm um sabor distinto. Ao levar à boca um pedacinho, destes pedaços de chocolate com flor de sal, sente-se a textura densa a desfazer-se lentamente sobre a língua e deixar que os sabores se desprendam devagar. Fica um sabor a mar, a bagas silvestres, que se demora e alonga, evocando praias, matas frondosas, frutas suculentas e cores vibrantes. Aromas delicados completam o prazer colhido neste Pedaço de Paraíso, e renovamos o feitiço com o segundo pedacinho.
Covilhete de Vila Real é um pastel de carne, com peso aproximado de 50g a 60g, recheado com um picado feito maioritariamente à base de carne de vaca estufada. O covilhete tem forma tronco-cónica feita com massa folhada, a qual é tapada superiormente também com massa folhada com enrolado helicoidal característico deste produto. A massa é crocante e estaladiça, e o recheio é macio e granuloso, onde se notam os pedaços da carne picada que podem estar ligados por um ligeiro creme espesso resultante da mistura das gorduras com a farinha. No odor destaca-se a massa folhada que contrasta levemente com os aromas do recheio. O seu sabor resulta da mistura da massa folhada com o recheio onde se destacam os sabores característicos do alho e da cebola, da gordura e da carne e com um leve toque de salsa.
O pão produzido no concelho de Mértola é um dos conhecidos pães do Alentejo. É um pão de testa (mais levantado numa das extremidades, assemelhando-se a uma dobra), de côdea estaladiça, amarelo ligeiramente acastanhado, com vestígios de farinha. O miolo é consistente e fofo, apresentando alguns alvéolos, branco ligeiramente acinzentado ou acastanhado.
Doce confeccionado com batata doce roxa de Odemira, água, sumo de limão, canela em pau e vagem de baunilha. Tem cor roxo vivo, sabor agradável a batata com notas de canela e baunilha e uma leve fragrãncia a batata a que se aliam os aromas a canela e baunilha
Vinagre natural, intenso, fresco e aromático, produzido a partir de vinhos sãos que são colocados em barricas de madeira durante cerca de 10 anos, para que o alcool se transforme em ácido acético. Possui uma acidez extraordinária:10º .
O arroz de pica no Chão de Vila Verde (ou arroz de cabidela, como também é conhecido) é constituído basicamente por arroz carolino e por frango caseiro ou do campo, alimentado a milho e verduras, em espaço livre, podendo “picar” no chão. Apresenta-se sob a forma de arroz caldoso, escuro e aveludado, decorrente do uso do sangue da ave (cabidela). Paladar forte com aroma avinagrado e amaciado pela salsa. O arroz que se utiliza é o carolino e como gordura, um pouco de azeite. O frango apresenta-se misturado com o arroz em peças com pele e osso. A guarnição é simples, com raminho de salsa.
Azeitonas Maçanilha do Algarve (em especial do Nordeste serrano), carnudas, esmagadas, de cor verde, temperadas com alho, orégãos, tomilho, nêveda e casca de limão.