CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Hambúrguer obtido a partir da picagem de peças diversas de carne do Jarmelo.
É um produto produzido em diversas zonas do país. Estas cavacas têm um formato irregular e com a sua cobertura fazem lembrar as pedras da Serra da Estrela com neve.
Fruto de casca bem firme, bastante aromático, com sabor activo, equilibrado entre o doce e o apimentado, apresentando alto teor de açúcar em comparação com outros ecótipos cultivados noutras zonas. A polpa é sumarenta, mas não em excesso, tem textura vítrea com ou sem fibras, de cor variável sendo maioritariamente encontrada a cor salmão. Quando maduro as sementes ficam soltas, fazendo ruído ao sacudir o fruto.
Conserva tradicional constituída por 4 filetes de atum, pescado de "salto e vara" no mar dos Açores, colocados sobre uma cama de molho cru (cebola, alho, pimento vermelho, salsa, colorau, massa de malagueta, vinagre e sal) e azeite.
Apresentam características que permitem a sua classificação como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. Dadas as características organolépticas e as variedades de azeitona, os Azeites da Beira Interior integram duas áreas geográficas diferentes: - Azeites da Beira Alta – DOP: obtêm-se sobretudo da azeitona das variedades Galega, Cornicabra, Carrasquenha, Negrinha, Madural e Cobrançosa; - Azeites da Beira Baixa - DOP: Obtêm-se sobretudo da azeitona das variedades Galega, mas também da Bical e Cordovil.
Produto tradicional proveniente do fraccionamento da carne do lombo e do lombelo do porco*, temperada com sal, alho e vinho tinto ou branco de Trás-os-Montes e envolvida em banha do mesmo porco. Têm forma paralelepipédica, tomando a banha que os recobre a forma do recipiente em que são colocados. A cor da assadura é castanha destacando-se da cor da banha, bastante clara embora não branca. Sabor e aroma muito agradáveis, misto de carne e banha. * Em todos os produtos, por porco deve entender-se “porco da raça Bísara ou produto de cruzamento desta raça, (desde que 50% de sangue Bísaro)”
Mel crú, de origem silvestre - produzido pela abelha local - apis melífera (sp ibérica), a partir da mistura de néctares de várias espécies de flores resultantes da flora apícola da região (multifloral) - enriquecido com gengibre e limão. De sabor suave, mas marcante pela presença do gengibre e do limão, apresenta uma consistência densa, um tom ambrado e um aroma floral mas, também ele, marcado pelo gengibre e pelo limão.
Azeite extraído por processos mecânicos dos frutos da Olea europea sativa Hoffg, das variedades Galega Vulgar (mínimo de 60 %), Cordovil de Serpa e/ou Cobrançosa (máximo de 40 %), tolerando-se outras variedades num máximo de 5 %, com exclusão absoluta de Picual e Maçanilha. Possui as características que permitem qualificá-lo como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária.
Bola doce Mirandesa/Bolha doce Mirandesa (conforme é designada em língua Mirandesa), é um produto de panificação, doce, com intenso sabor a canela. Tem forma rectangular, sendo a apresentação característica constituída por 7 camadas de massa de pão, enriquecida com azeite, manteiga e ovos. As camadas de massa de pão são intercaladas com camadas de açúcar e canela. A primeira camada de massa de pão, que é colocada no fundo da forma, é de maior dimensão do que as restantes, sendo usada no final para ladear e unir as outras camadas, fazendo um bordo enrolado (cordão imperfeito) com a última camada. O aspecto rústico, característico da Bola Doce Mirandesa/Bolha doce Mirandesa, esconde uma massa surpreendentemente fofa e húmida, graças ao recheio de açúcar e canela.
Este produto é conhecido por pão de ló de Margaride ou por pão leve de Margaride ou por rosca de Margaride. É um bolo tradicional, de textura muito suave, feito apenas com ovos frescos (gemas), açúcar, farinha e sal marinho. Depois de muito bem batida a massa é colocada em formas de barro, forradas com papel almaço e vai a cozer em forno a lenha. Tem forma redonda com um orifício e a superfície exterior superior tem um abaulamento característico. O seu interior apresenta uma cor amarelo ouro e o seu exterior uma tonalidade acastanhada. O nome pão leve decorre do facto de o pão de ló ser mais leve, proporcionalmente, do que o pão comum. O nome “rosca” deve ser proveniente do facto de em tempos anteriores os produtores de pão de ló serem, também, produtores de pão em forma de regueifa ou rosca.