CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Pão de mistura elaborado através de um processo de fabrico específico da região, sendo determinante o uso da farinha obtida dos milhos brancos lisos, do tipo “flint”, maioritariamente de origem regional, em que se incluem as variedades locais Pigarro, Verdial de Aperrela e Verdial de Cete. À farinha de milho é, ainda, adicionada farinha de centeio de origem regional podendo, na sua ausência, ser usada farinha de trigo.
Vinagre natural, intenso, fresco e aromático, produzido a partir de vinhos sãos que são colocados em barricas de madeira durante cerca de 10 anos, para que o alcool se transforme em ácido acético. Possui uma acidez extraordinária:10º .
Azeite com excelentes características que o qualificam como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. É obtido de azeitonas com elevada percentagem da variedade Galega, para a sub-região A e de variedades Galega e Lentisca, para a sub-região B.
Esta alheira é feita com carne de vaca Cachena (DOP) raça autóctone com seu solar na região da Peneda, Arcos de Valdevez, carne de galinha, barriga fumada, salpicão e condimentos. O seu enchimento é feito com tripa natural de porco ficando com um aspecto característico e de cor dourada.
Bombom de molde de 12g com a forma de uma folha, com cobertura de chocolate negro de 60% de pasta de cacau, recheio cremoso e de intenso sabor mentolado.
O vinagre apresenta uma cor amarelo forte, aspecto límpido com pistilos de açafrão em infusão. Tem um aroma complexo com notas ácidas a açafrão. Ao paladar denota-se um sabor agridoce com notas agradáveis a mel e açafrão.
Mel crú, de origem silvestre - produzido pela abelha local - apis melífera (sp ibérica), a partir da mistura de néctares de várias espécies de flores resultantes da flora apícola da região (multifloral) - enriquecido com gengibre e limão. De sabor suave, mas marcante pela presença do gengibre e do limão, apresenta uma consistência densa, um tom ambrado e um aroma floral mas, também ele, marcado pelo gengibre e pelo limão.
Mel produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Iberica) de cor âmbar claro (< a 5 na escala de Pfung) e com elevado índice de cristalização. Produzido no Nordeste do país, com flora mediterrânica característica da região montanhosa continental, onde predomina o rosmaninho, a urze e a soagem (Lavanda stoechas, Lavandula pardarculata, Genista alba), etc. Teor de pólen de rosmaninho (Lavanda stoecha e Lavanda padarculata) > 15 %, em situação de predominância. Se tiver mais de 35 % de pólen de rosmaninho, pode usar a menção "Mel de Rosmaninho”.
A azeitona verde, carnuda, é tratada pelo sal durante vários meses, ficando com um aspecto enrugado (desidratada) e escuro. Apresenta-se em potes de barro, cortiços de abelhas ou canastras de vime.
O pastel de feijão de Torres Vedras é um bolo de pastelaria, doce, de pequeno formato e cozido (assado) no forno. O recheio, localmente conhecido como “espécie”, é composto por feijão branco, miolo de amêndoa pelada, gemas de ovo, açúcar branco e água. A fina massa envolvente ( conhecida localmente como a "forra" ou "capa" ou ainda "lençol") tem como constituintes farinha de trigo, água, manteiga ou gordura vegetal e sal. À prova, sente-se a capa, quebradiça e estaladiça, mas não folhada, envolvendo delicadamente o recheio, sem o abafar. O sabor da amêndoa é persistente, sendo o último a desaparecer do paladar após a ingestão