Produtos

RODILHA DE OVAR

Descrição

Pastel de massa leveda, de forma redonda com furo no centro, com cobertura de glacé de café e pintas de glacé branco.

História

A Rosca Vareira (rosca doce) é um dos produtos tradicionais da localidade de Ovar, presente em várias festas e romarias. É tradição a sua confeção nas épocas festivas, nomeadamente no Natal. Cumprindo a tradição, numa partilha de saberes e de sabores, decidi produzir uma rosca doce, levemente recheada e com uma cobertura com um toque festivo. A origem do nome "Rodilha D’Ovar " constitui uma homenagem a todas as mulheres que recorriam à rodilha para transportar à cabeça cestos com diferentes finalidades. As roscas feitas em Ovar percorriam todas as feiras e festas da região, levadas, em canastras à cabeça assentes numa rodilha, por vendedeiras que ganhavam ao dia. A varina de canastra à cabeça, assente numa rodilha, a apregoar o peixe comprado na lota ou no cais, é uma imagem iconográfica da zona de Ovar. Recorda-se também as galinheiras de Ovar, que faziam a recolha das aves ou animais numa canastra bojuda com uma armação superior revestida a rede de arame, formando uma pequena gaiola itinerante transportada à cabeça, que assentava numa rodilha. Antigamente, como não havia água canalizada, as mulheres iam à fonte ou ao chafariz com os seus cântaros e bilhas, e a rodilha não podia faltar. Como também fazia companhia às lavadeiras do rio das Luzes, às mulheres que iam à lenha ao pinhal, às lavradeiras que transportavam as cabaças à cabeça, às leiteiras da Ribeira, ou até mesmo às senhoras que carregavam os instrumentos dos músicos quando as Bandas iam atuar nas festas que se realizavam nas redondezas. Considero desta forma, que o uso da rodilha fez parte integrante do viver desta gente simples e lutadora - o nosso bom povo vareiro.

Área geográfica de produção



Concelhos

OVAR

Condições de conservação / Durabilidade

Em temperatura ambiente até 4 dias. Em refrigeração (5º C < 8ºC) até 6 dias.

Produto

PÃO DE CASA DA MADEIRA

Produto tradicional da Região Autónoma da Madeira obtido a partir da amassadura de farinha de trigo, batata-doce (Ipomoea batatas L.), fermento de padeiro e/ou “massa lêveda”, água e sal e cozido em forno de lenha. Tem formato arredondado podendo, no caso particular da zona de São Vicente, apresentar a forma de trança ou rosca, detendo o nome de «rosquilha». Apresenta uma cor heterogénea, variando com a zona de produção e/ou produtor, mas sempre na paleta dos castanhos, podendo apresentar manchas brancas de salpicado da farinha, crosta mais ou menos espessa e bem aderente ao miolo, sendo, em geral, a textura interna constituída por um miolo denso, com alvéolos irregulares, elástico e macio no paladar e cor de creme a amarelo “sujo”, consoante a proporção de batata-doce que integra a massa. A batata-doce imprime à massa do produto características sápidas e de aroma inconfundíveis.

Produto

SIDRA DA MADEIRA da Quinta dos Prazeres

Esta bebida não é mais do que sumo de maçã fermentado, de forma simples. Apresenta baixo grau alcoólico e cor citrina a amarela palha consoante as variedades de maçãs utilizadas. No nariz obtêm-se notas de maçã contrabalançando com a baunilha muitas vezes presente pelas barricas de madeira utilizadas (normalmente de carvalho francês). Na boca está presente um sabor marcante, muitas vezes pelos taninos e acidez fixa da fruta utilizada, tornando-se assim a sidra da Madeira uma bebida refrescante, principalmente nas alturas de maior calor. Aroma e sabor a maçãs, com um fim de boca prolongado.

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