Produtos

CARNALENTEJANA - DOP

Tipo

Carne de bovino

Região

Alentejo

Descrição

Carne de cor rosa escura a vermelha escura com gordura firme, não exsudativa e de coloração variável de branco a amarelo, obtida a partir de animais de Raça Alentejana, inscritos no Livro de Nascimento e filhos de pais e mães inscritos no Livro Genealógico da Raça Bovina Alentejana, criados em sistema extensivo. Dependendo da idade e peso ao abate, a carne distingue-se em: "Vitela", "Vitelão", “Novilha”, “Novilho”, “Vaca” e “Touro”.

Variantes

Linha de refrigerados e embalados em atmosfera controlada: Carne Picada, Almôndegas, Bife Tipo Hamburguer e Salsichas; Linha de ultracongelados: Almôndegas e Carne Picada igualmente sem qualquer adição de sal, corantes ou conservantes.

Particularidades

Estes bovinos alimentam-se de pastagens espontâneas, movimentando-se em liberdade numa região ainda preservada. O resultado é uma carne de qualidade, suculenta e muito saborosa.

História

Originalmente raça de trabalho com registos datando de 1870, foi possível, graças ao melhoramento animal desenvolver as potencialidades de produção de carne desta raça bovina. Os animais convexilineos, de pelagem vermelha, com tons do trigueiro ao retinto cor de mogno e mucosas almaradas bem merecem o toponímico da sua região de criação – o Alentejo, à qual estão particularmente bem adaptados.

Saber fazer

A Carnalentejana é o resultado do saber fazer dos seus criadores o qual está bem patente no regime de produção destes bovinos que se caracteriza pela valorização extensiva das terras e a condução extensiva dos animais. Os bezerros até aos 6-9 meses são amamentados pelas mães. A partir dessa idade são separados das mães e são criados em sistema extensivo, com encabeçamentos inferiores a 1,4 CN/ha, em explorações onde a produção pecuária se efectua em simbiose com a produção de cereais. As zonas de pastoreio localizam-se normalmente a coberto dos montados de azinho e sobro, cujas bolotas e landes permitem dispor de uma reserva alimentar a partir do Outono, excelente complemento para a erva ainda de pouco valor nutritivo nessa época do ano.

Produção

A "Carnalentejana" é produzida na área geográfica constante do Despacho nº 5/94, de 26-01, alterada pelo Despacho nº 2201/2002, de 28/01; Reconhecida a Indicação Geográfica pelo Despacho nº 5/94, acima mencionado, e confirmada pelo Despacho nº 18910/2002, de 26/08; Registada e protegida a Denominação de Origem "Carnalentejana" pelo Regulamento CE nº 1107/96 de 12-06 - JO L 148/1 de 12/06/1996, corrigido pelo JO L 290/18, de 13-11-1996 e alterado o Caderno de Especificações pelo Regulamento CE nº 730/2008 de 28-07 - JO L 200/8 de 29/07/2008

Área geográfica de produção

Distritos

BEJAEVORAPORTALEGRE

Concelhos

ABRANTESALCACER DO SALALCOCHETEALMEIRIMALPIARÇABENAVENTECASTELO BRANCOCHAMUSCACONSTANCIACORUCHEGOLEGÃGRANDOLAIDANHA-A-NOVAMAÇÃOMOITAMONTIJOPALMELAPROENÇA-A-NOVASALVATERRA DE MAGOSSANTAREMSANTIAGO DO CACEMSARDOALSETUBALVILA NOVA DA BARQUINHAVILA VELHA DE RODÃO

Forma de utilização

Carne utilizada em muitos dos pratos principais da cozinha portuguesa, designadamente em grelhados, assados, guisados e estufados, para além dos "Bifes à Alentejana".

Conselhos de uso

Tratando-se de uma carne muito saborosa deve ser cozinhada com a maior simplicidade (usando-se apenas sal e azeite para temperar).

Cor Interior

ROSA-ESCURO

Consistência Interior

FIRME

Suculência Interior

SUCULENTO

Apresentação Comercial

Para além das formas de apresentação tradicionais — carcaça, peças inteiras e peças fatiadas - a "Carnalentejana" pode apresentar-se ainda sob a forma de peças picadas, moldadas, enroladas, em cubos, em tiras, etc., as quais se apresentam acondicionadas em couvettes ou outro material apropriado, em atmosfera controlada, vácuo ou congeladas pelo processo de congelação rápida, em que a "Carnalentejaa" representa, no mínimo, e por norma, 95 %, em peso, do produto final. Nos preparados em que a "Carnalentejana" é utilizada como ingrediente admite-se que esta seja a única da categoria carne e represente, no mínimo, 60 %, em peso do produto final.

Condições de conservação / Durabilidade

Carcaças – 15 dias; Peças embaladas em vácuo frescas e congeladas – 1 mês e 1 ano respectivamente; Fatiados, couvetizadas em atmosfera modificada – 1 semana Preparados de carne refrigerados e congelados – 1 semana e 1 ano respectivamente.

Disponibilidade ao longo do ano

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Bibliografia/Fonte

Caderno de Especificações "Carnalentejana"; Ficha Resumo "Carnalentejana" - JO C 255/60 de 27/10/2007; Carnalentejana - Agrupamento de Produtores de Bovinos de Raça Alentejana, S.A.

Produto

- IGP

A carne dos Açores - proveniente de animais da espécie bovina nascidos, criados e abatidos na RAA, segundo os moldes tradicionais - apresenta-se tenra, com cor variável sendo rosada na carne de vitelo (a), vermelha a vermelha escura no novilho (a) e vermelha escura, na carne de vaca, com ligeira infiltração de gordura a nível intramuscular. Dependendo do sexo e idade ao abate, a carne dos Açores distingue-se em 3 tipos: Vitelo (a) - Carne obtida de vitelos (as) cujas carcaças pesem até 180 kgs e cujo abate ocorra entre os 5 e os 9 meses; Novilho (a) – Carne obtida de novilhos cujas carcaças pesem mais de 180 kgs e cujo abate ocorra até aos 24 meses de idade, ou de novilhas cujas carcaças pesem mais de 175 kgs e cujo abate ocorra até aos 30 meses de idade ou até a primeira parição; Vaca - carne obtida a partir de bovinos cujas carcaças pesem mais de 200 kgs e cujo abate ocorra a partir da parição.

Produto

CARNE BARROSÃ - DOP

Carne particularmente suculenta, tenra e fina, proveniente da desmancha de carcaças de bovinos da raça Barrosã, inscritos no Registo Zootécnico ou no Livro Genealógico da Raça Barrosã. Dependendo da idade e peso ao abate a carne distingue-se em: "Carne de Vitela" - carcaça de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses, com peso compreendido entre 70 e 130 kg – carne rosada a vermelha clara e gordura branca a branco-sujo; "Carne de Novilho" - carcaça de animais cujas idades variam entre 9 e 36 meses, com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha clara e gordura branca a cremosa; “Carne de Vaca” - carcaça de animais abatidos entre os três e quatro anos de idade e com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha escura e gordura branco-suja.

Produto

CARNE MIRANDESA - DOP

Carne muito saborosa e suculenta, de consistência firme e ligeiramente húmida, obtida a partir de animais da Raça Mirandesa criados no seu solar de origem. A cor vai de rosa clara a vermelha clara, com gordura branca homogeneamente distribuída, com distribuição intramuscular moderada no novilho. O músculo é de grão fino, com consistência firme e ligeiramente húmida. Provém de Bovinos da raça Mirandesa que possuem grande corpulência, com uma cor castanha que vai escurecendo para as extremidades. Na cabeça destaca-se a marrafa saliente e coberta com um tufo de pêlos alourados. Têm particular reputação duas peças integrantes destas carcaças e que estão protegidas pela Denominação de Origem: a Posta e o Rodião, que só podem designar-se como “Mirandeses” se cumpridas todas as regras e imposições legais.

Produto

CARNE MARINHOA - DOP

Carne muito tenra e suculenta, de consistência firme, obtida a partir de animais da Raça Marinhoa, inscritos no Livro de Nascimentos e filhos de pai e mãe inscritos no Livro Genealógico da Raça Marinhoa. Apresenta-se como Vitela – carcaças ou peças provenientes de animais abatidos até aos 8 meses de idade Peso de carcaça entre 70 kg e180 Kg.; Vitelão – carcaças ou peças provenientes de animais abatidos entre os 8 e os 12 meses de idade. Peso de carcaça até 240 kg; Novilho – carcaças ou peças provenientes de machos, ou fêmeas, abatidos entre os 12 e os 30 meses Peso de carcaça superior a 180 Kg; Vaca – carcaças ou peças provenientes de fêmeas com idade superior a 30 meses. Peso de carcaça superior a 220 kg; Touro – carcaças ou peças provenientes de machos com idade superior a 30 meses. Peso de carcaça superior a 220 kg.

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