Produtos

CARNE BARROSÃ - DOP

Tipo

Carne de bovino

Região

Trás-os-Montes e Alto Douro

Descrição

A "carne Barrosã" é proveniente da desmancha de carcaças de bovinos da raça Barrosã, inscritos no Registo Zootécnico ou no Livro Genealógico da Raça Barrosã, filhos de pai e mãe inscritos no Registo Zootécnico ou no Livro Genealógico da Raça Bovina Barrosã. Dependendo da idade e peso ao abate a carne distingue-se em: -- "Carne de Vitela" - carcaça de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses, com peso compreendido entre 70 e 130 kg – carne rosada a vermelha clara e gordura branca a branco-suja; -- "Carne de Novilho" - carcaça de animais cujas idades variam entre 9 e 36 meses, com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha clara e gordura branca a cremosa; -- “Carne de Vaca” - carcaça de animais abatidos entre os 3 e 4 anos de idade e com peso mínimo de 130 kg – carne de cor vermelha escura e gordura branco-suja.

Particularidades

É a conjugação de vários fatores, tais como a forma de maneio, a alimentação do gado, e raça e as condicionantes naturais, que confere à «CARNE BARROSû as características sensoriais que lhe são próprias e que, desde há séculos, sustentam a sua reputação junto do consumidor. Segundo os mais recentes estudos, a presença nas suas fibras musculares de ácidos gordos insaturados, ómega 3 e ómega 6, nomeadamente de ácido linoléico conjugado – CLA, e de antioxidantes, entre outros elementos, aliada ao baixo teor em colesterol conferem à “Carne Barrosã – DOP” propriedades promotoras de saúde.

História

No "Estudo de Fomento Pecuário para a Sub-Região Norte Interior (Trás-os-Montes)" publicado em 1978 pela Secretaria de Estado do Fomento Agrário (por Despacho de 12/5/1972), acerca da Raça Barrosã era afirmado: "De pequeno tamanho, rústica e enérgica, pelo trabalho mais avantajada no terço anterior, «culpou» sempre a penúria alimentar do Inverno pela precocidade que nunca teve mas foi buscar à consanguinidade do isolamento, a tenrura e finura da carne que fez aguar os súbditos de sua magestade britânica, os quais, aos barcos cheios e por bom dinheiro, levaram para a velha Albion, por meados do século XIX, a mais saborosa alcatra da Europa (só de Janeiro a Julho de 1882, Portugal exportou para Inglaterra, 16.708 cabeças, a maioria das quais de raça barrosã)". Referindo-se às afamadas qualidades organolépticas da carne destes bovinos, Manuel Garcia citava dados populacionais e afirmava que "a tenrura e finura da carne fazia aguar os súbditos de sua majestade britânica de modo que só de Janeiro a Julho de 1882 Portugal exportou para Inglaterra 16 708 cabeças, a maior parte de raça Barrosã".

Saber fazer

Os sistemas de produção que enquadram a criação de bovinos da Raça Barrosã caracterizam-se essencialmente pelo pastoreio livre das pastagens naturais das áreas baldias durante grande parte do ano, por vezes em vezeira, e pelo fornecimento de sub-produtos naturais de algumas culturas, como, por exemplo, a batata, o milho, o centeio, as couves, etc. e ainda forragens produzidas na exploração. A estabulação permanente do gado apenas se verifica em alguns dias durante o Inverno, quando o mau tempo impede a sua saída para o monte. A primeira cobrição das novilhas ocorre entre os 18 e os 24 meses de idade. A cobrição é quer naturalmente, pelos touros existentes nos postos de cobrição, quer pelo recurso à inseminaçào artificial. Na alimentação dos animais utilizam-se exclusivamente produtos naturais. Em caso algum é permitido o emprego de produtos que possam interferir no ritmo normal de crescimento e desenvolvimento dos animais, tais como concentrados comerciais, hormonas, antibióticos e sulfamidas.

Produção

A “carne Barrosã" é produzida na área geográfica constante do Despacho nº 18/94, II Série, de 31-01 - Reconhecida a Denominação de Origem pelo Despacho nº 18/94, acima mencionado /// Registada e protegida a Denominação de Origem "carne Barrosã” pelo Regulamento CE nº 1263/96 de 02-06 - JO L 163/19 de 02/07/1996. /// Aviso n.º 17658/2018, 2ª série, de 30 de Novembro - Pedido de alteração das especificações de “carne Barrosã” DOP - As alterações solicitadas, publicadas em anexo ao aviso referido, contemplam, designadamente, a descrição do produto, a prova de origem, o método de obtenção, a rotulagem, a apresentação e o controlo do produto.

Área geográfica de produção



Concelhos

AMARESARCOS DE VALDEVEZBOTICASBRAGACABECEIRAS DE BASTOCELORICO DE BASTOFAFEFELGUEIRASGUIMARÃESMELGAÇOMONTALEGREMONÇÃOPAREDES DE COURAPAÇOS DE FERREIRAPONTE DA BARCAPONTE DE LIMAPOVOA DE LANHOSOTERRAS DE BOUROVALENÇAVIEIRA DO MINHOVILA VERDE

Forma de utilização

Devido à suculência, tenrura e ao seu sabor natural consome-se, em especial, grelhada e em “roast beef”

Conselhos de uso

Dada a excelência de algumas peças, habitualmente consideradas menos nobres, há toda uma multiplicidade de utilizações culinárias que poderá recrear nas suas experiências gastronómicas.

Cor Exterior

ROSA-AVERMELHADO

Suculência Exterior

MUITO SUCULENTO

Textura Exterior

FINA

Cor Interior

ROSA-AVERMELHADO

Suculência Interior

MUITO SUCULENTO

Textura Interior

TENRA

Apresentação Comercial

A «CARNE BARROSû pode apresentar-se comercialmente em carcaças, meias-carcaças ou quartos de carcaça, ou então em peças ou porções embaladas (fatiadas, em pedaços, em tiras, em cubos, picados, etc.).

Condições de conservação / Durabilidade

Apresentação no vácuo: 30 dias entre 0°C e 7°C; Covetizada em atmosfera controlada: 8 dias; picados covetizados: 8 dias entre 0°C e 2°C; Congelados: 18 meses a -18°C

Disponibilidade ao longo do ano

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Bibliografia/Fonte

Caderno de Especificações - Carne Barossã - DOP / CAPOLIB - Cooperativa Agrícola de Boticas, CRL

Produto

CARNE DOS AÇORES - IGP

A carne dos Açores - proveniente de animais da espécie bovina nascidos, criados e abatidos na RAA, segundo os moldes tradicionais - apresenta-se tenra, com cor variável sendo rosada na carne de vitelo (a), vermelha a vermelha escura no novilho (a) e vermelha escura, na carne de vaca, com ligeira infiltração de gordura a nível intramuscular. Dependendo do sexo e idade ao abate, a carne dos Açores distingue-se em 3 tipos: Vitelo (a) - Carne obtida de vitelos (as) cujas carcaças pesem até 180 kgs e cujo abate ocorra entre os 5 e os 9 meses; Novilho (a) – Carne obtida de novilhos cujas carcaças pesem mais de 180 kgs e cujo abate ocorra até aos 24 meses de idade, ou de novilhas cujas carcaças pesem mais de 175 kgs e cujo abate ocorra até aos 30 meses de idade ou até a primeira parição; Vaca - carne obtida a partir de bovinos cujas carcaças pesem mais de 200 kgs e cujo abate ocorra a partir da parição.

© Copyright 2017 ptpt.pt
Developed by Impactwave