MARMELADA BRANCA DE ODIVELAS - MCA

Tipo
Doces e geleias de frutos e ou legumes
Região
Lisboa e Vale do Tejo
Descrição
Doce de fruta, extra, obtido exclusivamente da cozedura do mesocarpo do marmelo com açúcar de cana, branco, refinado e água. Possui consistência sólida, mas não dura, podendo ser cortada à faca, brilho intenso, sabor doce, a marmelo e a açúcar modulados pelo cozimento, e aroma complexo e característico a marmelo, evoluindo para aromas tão diversificados como caramelo, mel, frutos do pomar e flores campestres, resultantes das reacções químicas que ocorrem durante a cozedura da polpa de marmelo na calda de açúcar.
Particularidades
Possui cor muito clara, próxima do branco, mas não exactamente branca e apresenta uma crosta ligeiramente crocante e seca, o que permite que se pegue com as mãos, diferenciando-se assim de outras marmeladas correntes.
História
A Marmelada branca de Odivelas está diretamente relacionada com a certeza da sua origem no Mosteiro de São Dioniso e São Bernardo, em Odivelas, pelas mãos das monjas Bernardas. Com a extinção dos mosteiros femininos, o Mosteiro que outrora acomodara perto de três centenas de monjas, assiste em 1909, à morte da última monja: Dona Carolina Augusta de Castro e Silva (sepultada na Casa do Capítulo, do antigo Mosteiro), ficando o precioso receituário “fechado a sete chaves” na guarda de sua afilhada Dona Virgínia Adelaide Simões dos Santos.
Saber fazer
Após selecção rigorosa dos marmelos, procede-se à lavagem dos mesmos. Segue-se o descasque, que consiste em retirar a casca, o caroço e as sementes, bem como algumas extremidades e partes danificadas, reservando apenas a polpa do marmelo, para um recipiente próprio com água fria e algumas gotas de limão. Vai depois a cozer, num tacho com água, em lume forte. Logo que a polpa do marmelo se encontre cozida procede-se à sua trituração, obtendo-se uma massa homogénea, a qual se reserva. Segue-se a etapa da pesagem (açúcar e polme de marmelo) que deve ser realizada com grande rigor já que as quantidades e proporções são importantes. Para a preparação da calda de açúcar coloca-se ao lume a quantidade certa de água e açúcar, deixando-se ferver até atingir o ponto exacto do açúcar designado como “Ponto alto de açúcar” ou “Bola forte rija”. Depois da calda de açúcar se encontrar muito bem misturada, adiciona-se o polme de marmelo e volta-se a misturar bem, retirando-se do lume logo após levantar fervura. Com uma concha coloca-se o preparado obtido, normalmente ainda quente, em taças de cerâmica ou outros materiais apropriados, ou em tabuleiros, previamente forrados com papel vegetal. Quando colocada em tabuleiros, a marmelada branca fica primeiro a estabilizar durante um dia, no mínimo, sendo depois desenformada para um novo papel vegetal, onde volta a estabilizar agora durante duas horas, no mínimo. Só após este período de tempo é cortada no formato pretendido: cubo, barra ou peça. Após a fase do corte, segue-se um período obrigatório de secagem, a qual deve realizar-se ao ar e/ou ao sol, em ambiente seco, durante sete dias no mínimo, até a marmelada desenvolver uma crosta que permita ser manipulada com os dedos.
Produção
A marmelada branca de Odivelas é produzida exclusivamente no Concelho de Odivelas
Área geográfica de produção
Distritos
LISBOAConcelhos
ODIVELASForma de utilização / Conselhos de uso
Como sobremesa, ao lanche, pequeno almoço ou simplesmente como gulodice
Ingredientes
Polpa de marmelo
Açúcar
Água
Calibre
de 1,00 a 1,00 kg
Sabor Exterior
DOCE
Preço indicativo / unidade
15,00 € / 1 Kg
Apresentação Comercial
Pode apresentar-se em forma de cubos, barra ou em tijela. Depois de acondicionada em papel vegetal é embalada em caixas de cartão de 12 ou 24 cubos, caixas de cartão de 5 barras ou caixa de cartão para 1 taça de cerâmica. Excepcionalmente, e apenas no caso da comercialização ser efectuada nos estabelecimentos dos próprios produtores, permite-se a venda à unidade da Marmelada branca de Odivelas em cubos.
Condições de conservação / Durabilidade
Conservar em ambiente fresco e seco, com temperatura ambiente inferior a 25ºC e ao abrigo da luz.
Disponibilidade ao longo do ano
Bibliografia/Fonte
Caderno de Especificações de "Marmelada branca de Odivelas"; Municipio de Odivelas; AESCLO - Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas; Produtos Tradicionais - Guia 2017, Qualifica/oriGIn Portugal. Ed. Enigma Previsível, Lisboa 2017
MARMELADA
Produto resultante da mistura homogénea do açúcar branco com o mesocarpo cozido de marmelos criteriosamente seleccionados e em pleno estado de maturação e sanidade, colhidos na época própria. Sem corantes nem conservantes. Apresenta-se em taça de porcelana devidamente fechada e rotulada. Também se apresenta em sacos de celofane transparente com cubos embalados individualmente em papel vegetal perfazendo uma capacidade de 250 g.
DOCE EXTRA DE TOMATE - ÉQUALIFICADO
Apresenta cor vermeho escuro e textura aveludada podendo encontrar-se alguns pedaços de tomate. A ausência de peles e a quase inexistência de sementes não mentem sobre o tempo, dedicação e gosto pela arte de bem fazer.
DOCE DE PÊRA ROCHA COM MOSCATEL - ÉQUALIFICADO
Doce confecionado de forma tradicional a partir de pêra rocha - de produção biológica própria - moscatel de Setúbal e açúcar. Apresenta consistência mole, textura cremosa e aroma a moscatel.
MARMELADA D'AVÓ LUCÍLIA - ÉQUALIFICADO
Fabricada apenas com marmelos, de produção biológica própria, e açúcar, este doce - feito ainda com recurso ao uso do antigo passe-vite - apresenta, exteriormente, cor vermelho escuro e brilhante. De textura suave, sem grumos, e consistência rija, deve ser cortada à fatia. Tem sabor doce e intenso a marmelo.
DOCE DE BATATA DOCE ROXA - ÉQUALIFICADO
Doce confeccionado com batata doce roxa de Odemira, água, sumo de limão, canela em pau e vagem de baunilha. Tem cor roxo vivo, sabor agradável a batata com notas de canela e baunilha e uma leve fragrãncia a batata a que se aliam os aromas a canela e baunilha
MARMELADA COM PHYSALIS
Marmelada tradicional enriquecida com physalis.



