Produtos

CEBOLA DO VALE DO SOUSA

Tipo

Produtos hortícolas

Região

Entre Douro e Minho

Descrição

A cebola do Vale do Sousa é produzida a partir de uma planta herbácea, de folha cerosa e raiz fasciculada, pertencente à variedade tradicional Garrafal, género Allium, família das Liliáceas. Esta variedade de cebola por ser cultivada no Vale do Sousa apresenta uma forma alongada (elíptica larga), sendo o bolbo grande e de diâmetro médio. A cor dominante das escamas secas do bolbo é acastanhada a amarelo-torrado. A intensidade da cor dominante das escamas frescas é clara. Tendo em conta a importância regional desta variedade, a ADER-SOUSA – Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa já propôs a sua inscrição no Catálogo Nacional de Variedades.

Particularidades

Esta cebola caracteriza-se pela sua reduzida acidez e o baixo teor em matéria seca

História

Relatos dão nota de que a sua comercialização local já se realizava no séc. XVIII, na região do Vale do Sousa. Nos fins de Agosto, em Penafiel, realizava-se a feira das cebolas, tinha como patrono S. Bartolomeu, que na noite de 23 para 24 solta o diabo. (…) A feira de S. Bartolomeu foi sempre muito concorrida, e segundo a concessão, devia durar três dias, embora há cento e tal anos se realizava num só dia, e era uma espécie de feira e romaria. As cebolas são o seu maior produto agrícola exposto e transacionado para além das melancias e melões de “casca de carvalho”, e até cães de caça (Fonte: Penafiel Há Cem Anos I -1890-1894). A feira das cebolas foi-se realizando no lugar da Devesa até meados do Séc. XX. Actualmente esta feira realiza-se na Avenida Gaspar Baltar e ruas próximas ao santuário N. Senhora da Piedade e Santos Passos. Também em Felgueiras se realiza a feira das cebolas, profundamente relacionada com a primeira festa dedicada a N. Senhora das Vitórias, datada de 1924. Segundo a publicação “Festas das Vitórias’15”, Joaquim Luís Costa refere “Quanto à festa em si, os festejos dividem-se, normalmente, entre a componente religiosa, a parte profana, que não podia faltar, e, por fim, a componente comercial, com destaque para a Feira das Uvas. (…)Aqui, as melancias, os melões, as cebolas e os doces regionais são as “estrelas” do último dia de festejos.(…)

Saber fazer

Na região a sementeira é realizada no Inverno sendo o “cebolo” transplantado para o terreno em Março – Abril para que a colheita das cebolas decorra em Agosto-Setembro, visando a sua comercializado na feira de S. Bartolomeu e de N. Senhora das Vitórias.

Forma de utilização / Conselhos de uso

Muito utilizada na gastronomia local onde se faz acompanhar em diversos pratos típicos do receituário deste território. É ainda consumida tradicionalmente em eventos locais apresentando-se fresca, descascada, cortada em quatro pedaços, embebida em vinho verde tinto da região e temperada com uma pitada de sal e um pouco de azeite.

Forma

ALONGADA

Preço indicativo / unidade

0,60 € / 1 Kg

Apresentação Comercial

Comercializada em fresco e inteira.

Condições de conservação / Durabilidade

Em ambiente fresco, dura cerca de 1 ano.

Disponibilidade ao longo do ano

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Bibliografia/Fonte

Ader-Sousa - Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa

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