Produtos

AZEITES DO NORTE ALENTEJANO - DOP

Tipo

Azeite

Região

Alentejo

Descrição

Possui as características que permitem qualificá-lo como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária.É obtido por processos mecânicos, a partir de azeitonas com elevada percentagem da variedade Galega sendo toleradas as variedades Carrasquenha, Redondil, Azeiteira, Cobrançosa, Blanqueta e outras regionais, em percentagens máximas fixadas, sendo interdita a Picual.

Particularidades

Azeites de baixa a muito baixa acidez, ligeiramente espessos, frutados, com cor amarelo ouro por vezes ligeiramente esverdeada, perfume e gosto suave, bem característico e agradável ao paladar.

História

A propagação da oliveira por toda a bacia mediterrânica remonta à Antiguidade. Diz-se que os Visigodos a herdaram dos Romanos e estes possivelmente já a haviam encontrado na Península Ibérica. Os Árabes mantiveram a cultura e por certo a fizeram prosperar. Gama Barros esclarece que onde a reconquista cristã se realizou mais tardiamente foi precisamente onde a importância de cultura da oliveira era maior. O primeiro "Regimento do Ofício de Lagareiro" é de 1392 e refere-se à cidade de Évora. Pode afirmar-se que na Idade Média o azeite ocupava o primeiro lugar na condimentação dos alimentos. O Conde de Monsaraz, que cantou as Gentes Alentejanas, dizia " .... na almotolia brilha o fio de azeite que porá mil olhos de gordura na água fervente a ensopar as grosseiras fatias de pão....". Por outro lado, existe um adágio que refere que "A melhor cozinheira é a azeiteira".

Saber fazer

O olivicultor, no caso de cultura estreme, elimina regularmente as infestantes, de preferência por processos mecânicos e faz podas regulares. Faz tratamentos fitossanitários sempre que recomendados, utilizando os produtos legalmente autorizados, hidrossolúveis e não lipossolúveis, respeitando o intervalo de segurança. Os frutos são colhidos no estado ideal de maturação, não podendo ser utilizada a azeitona apanhada do chão ou com doenças. É proibido o armazenamento por parte dos produtores e o transporte da azeitona para o lagar deve ser feito, de preferência, a granel. No lagar a azeitona não pode demorar mais de 48 horas até ser laborada. Todos os aparelhos do lagar devem ser periodicamente limpos a fim de assegurar uma perfeita higiene. A azeitona é lavada, desfolhada e em seguida moída. A temperatura da massa da azeitona moída na batedeira e no decantador, quando utilizado, não deve exceder 35 ºC. Se empregado o sistema tradicional de prensas, os capachos devem estar em condições de boa higiene. A temperatura da mistura água/azeite na(s) centrifuga(s) não deve exceder 35 ºC. O azeite é armazenado em recipientes que não afectem a qualidade do produto .

Produção

Produzido na área geográfica constante do Despacho nº 61/94 de 15-02; Alterado pelo Despacho nº 15722/2001, de 30-07; Reconhecida a Denominação de Origem pelo Despacho nº 61/94 de 15-02; Registada e protegida a Denominação de Origem pelo Regulamento (CE) nº 1107/96, de 12-06. Alterado pelo Regulamento (CE) nº 708/2005, de 10-05.

Área geográfica de produção



Concelhos

ALANDROALALTER DO CHÃOARRONCHESAVISBORBACAMPO MAIORCASTELO DE VIDECRATOELVASESTREMOZFRONTEIRAMARVÃOMONFORTENISAPORTALEGREREDONDOREGUENGOS DE MONSARAZSOUSELVILA VIÇOSA

Freguesias

AZARUJALUZ MOUMOURÃON SENHORA DE MACHEDESÃO MANÇOSSÃO MIGUEL DE MACHEDESÃO VICENTE DO PIGEIRO

Forma de utilização / Conselhos de uso

Em culinária, na preparação de pratos tradicionais e ainda em diversos bolos típicos do Alentejo.

Apresentação Comercial

Apresentam-se devidamente acondicionados em embalagens de origem; - ROTULAGEM: sem prejuízo do disposto na legislação aplicável sobre rotulagem, dela devem constar, ainda, as menções «Azeites do Norte Alentejano - Denominação de Origem Protegida», o respectivo logótipo comunitário, e a marca de certificação aposta pelo respectivo organismo privado de controlo e certificação (OPC).

Condições de conservação / Durabilidade

Se guardado nas condições de luminosidade e temperatura aconselhadas na embalagem tem uma duração de 1 ano após acondicionamento.

Disponibilidade ao longo do ano

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Bibliografia/Fonte

- Caderno Especificações "Azeites do Norte Alentejano - DOP"; Ficha Resumo "Azeites do Norte Alentejano - DOP". “Produtos Tradicionais Portugueses”, Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, Lisboa 2001, Coordenadora Geral – Ana Soeiro;

Produto

AZEITES DA BEIRA INTERIOR (Azeite da Beira Alta, Azeite da Beira Baixa) - DOP

Apresentam características que permitem a sua classificação como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. Dadas as características organolépticas e as variedades de azeitona, os Azeites da Beira Interior integram duas áreas geográficas diferentes: - Azeites da Beira Alta – DOP: obtêm-se sobretudo da azeitona das variedades Galega, Cornicabra, Carrasquenha, Negrinha, Madural e Cobrançosa; - Azeites da Beira Baixa - DOP: Obtêm-se sobretudo da azeitona das variedades Galega, mas também da Bical e Cordovil.

Produto

AZEITE DE MOURA - DOP

O "Azeite de Moura" possui as características que permitem qualificá-lo como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. Obtido, por processos mecânicos, a partir de azeitonas das variedades Cordovil, Verdeal e Galega. É um azeite de acidez baixa ou muito baixa, de cor amarela esverdeada. O aroma e sabor que lhe são próprios são devidos às variedades Galega e Verdeal. O alto teor de ácidos monoinsaturados provem principalmente da variedade Cordovil.

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